#1 – ENTREVISTA | Rebeca Piñeiro

Congresso Tribal entrevista Rebeca Piñeiro (São Paulo, SP | Brasil). Nossa idealizadora, produtora, professora e bailarina.

000088190013CT: Porque começou a dançar? O que te levou a procurar esta arte?
RP: Eu estava muito cansada da rotina de trabalho em um empresa e ficava muitas horas no trânsito todos os dias para voltar para casa. Decidi ocupar este tempo com algum hobby até o horário de rush passar. Foi então que me matriculei nas aulas de Dança do Ventre. Logo na minha primeira aula eu enlouqueci e já imaginei um mundo de possibilidades dentro daquela dança, foi um caminho sem volta. 3 meses depois, minha professora, Simone Martinelli, me mostrou um video da Rachel Brice e me apaixonei mais ainda. Pedi as contas do trabalho e comecei a me dedicar aos estudos. Em 2005 não tinha muito professor e a internet era bem menos eficiente, mas consegui estudar. Em 2007 morei nos EUA e lá pude estudar mais de perto o ATS® e o Tribal Fusion, quando retornei ao Brasil, em 2008, comecei a dar aula. Em 2012 me formei Sister Studio nos EUA e no mesmo ano abri meu estúdio, o Campo das Tribos.

CT: Desde qual ano você se dedica aos estudos no Tribal e em qual ano se tornou professor (a)?
RP: Comecei a estudar em 2005 e em 2008 me tornei professora de Tribal Fusion e ITS.

CT: Com quais modalidades de dança você trabalha atualmente?
RP: Atualmente sou especializada e trabalho somente com o ATS® | American Tribal Style. O Fusion eu apenas me apresento, vez ou outra, quando meu coração me chama para este tipo de interpretação, mas não ministro aula desta modalidade atualmente.

CT: Em quais escolas você ministra aulas? 
RP: Após fechar meu estúdio e converter o Campo das Tribos em produções de eventos,beca smallsize dou aula em escolas diferentes, de acordo com o projeto. Não tenho turmas regulares na semana. Trabalho com curso intensivo mensal na Shangrila House (Vila Mariana) e em cada final de semana estou em alguma cidade, estado ou país diferente. O formato da minha carreira mudou ao longo dos anos e hoje sou mais procurada para treinar grupos, limpar técnica e transformo bailarinos em professores, preparando-os para a formação em ATS®.
Quem quiser estudar comigo, poderá acompahar minha agenda em:
Website: www.rebecapineiro.com 
Página Oficial: www.facebook.com/pineirorebeca
Instagram: @becapineiro

164A4781CT: O que a sua carreira representa em sua vida?
RP: Tudo, simplesmente tudo! Minha vida é minha carreira. Me mantenho útil, feliz, equilibrada, motivada e me melhoro diariamente. Representa meu freio, minha sanidade, minha diversão, minha garra e sonhos realizados. Amo muito e sou grata por receber forças diariamente para me manter dentro da minha arte.

CT: Como sente o crescimento da cena Tribal? O que mudou, melhorou ou piorou?
RP: Desde quando comecei, muito mudou. Muitas vertentes foram criadas, muitos professores surgiram, muito foi diluído e muito foi somado. É um estilo novo, em constante tranformação. Não consigo pensar em algo pontual para o melhor ou pior. Acho que estamos em uma criação coletiva e tudo é lindo! Algumas coisas dão saudade, no ATS e no Fusion, mas se tivesse parado ali não teriamos ganhado tantos movimentos novos e tantas outras possibilidades, por isso, gosto de dar sempre boas vindas para o novo.

IMG_0622CT: Onde deseja chegar como professor (a) do estilo?
RP: Eu sou extremamente inquieta. Quero viajar muito. Descobri que juntar meus dois amores (viajar e dançar) me completa. Quero algum dia abrir o Campo das Tribos novamente (mas apenas quando eu decidir aposentar). Quero levar o Tribal para todos e ensinar o máximo de pessoas que eu puder. É uma arte tão linda, que nos salva diariamente…todos merecem conhecer essa força!

CT: Qual a principal transformação que sente em seus alunos ao aprenderem o Tribal?
RP: Autoestima, humildade no ponto certo, trabalho em equipe e reconhecimento das suas potências e fraquezas. O Tribal pode melhorar o ser humano, se assim ele desejar e vejo muitas alunas minhas escolhendo esta evolução que o estilo oferece para a vida.

CT: O que é Tribal LifeStyle para você?
RP: É ser sincero e saber entender com amor a sinceridade do outro. É ter fraqueza, respeitá-las e respeitar a fraqueza do outro. É errar, é ser ser humano. Então, se for para resumir em uma única palavra: RESPEITO, por sí mesmo e pelo próximo.

CT: Quantas edições do Festival Campo das Tribos ou Congresso Você já participou?IMG_0394
RP: Todas (é minha produção! hahaha)! Sem excessão, em tempo integral, todos os dias, 365 dias no ano. Os eventos para mim vão muito além de um final de semana. Eles começam com a primeira ideia, com a primeira planilha, com a primeira inscrita. Eu vivo cada edição com pelo menos 1 ano e meio de antecedência. Por exemplo, a edição de 2019 já está fechada e a de 2020 já está praticamente estruturada, com bailarinos contratatos e estrutura pronta. É louco e delicioso ao mesmo tempo, ver tudo que está na planilha se transformar em sorrisos, aprendizados, evolução. É lindo ver as alunos vestindo a camiseta, entrando na sala de aula, ganhando o certificado, batendo fotos e relatando o quando aquilo tudo soma na vida deles. Tenho muito amor pelo projeto que desenvolvi e agradeço imensamente a todos que fazem ele durar tantos anos, com tanta alegria e fidelidade. Sou abençoada pelos clientes que cativei e pelas boas relações que cultivei, sem elas não seria possível. O Campo das Tribos e o Congresso Tribal é NOSSO e meu papel é doar minha vida para que todos nós possamos vivenciar este grande (gigante) encontro da nossa dança.
IMG_7988CT: Conte um pouco da sua experiência nas produções Campo das Tribos e o que elas transformaram em sua carreira e na cena Tribal da América do Sul.
RP: Dentro do evento eu tenho absolutamente TODAS as funções. Vivi e vivo cada um deles em cada pedacinho, desde colocar o papel higiênico no banheiro até dançar na abertura do show. Isso tudo me fortaleceu muito. Tive que estudar coisas que jamais imaginei que seriam parte do estudo de uma bailarina. Hoje, me considero multifuncional e sei que não tenho limites para nada que desejar ser e realmente me esforçar, focar e dedicar. Produzir esses eventos me fez crescer muito como ser humano e bailarina. Aprendi o que é ética, o que é respeito. Aprendi também que minha missão não é apenas voltada para o crescimento da minha bailarina individual. Eu não quero trabalhar duro apenas para crescer meu nome e minha carreira. Me sinto preenchida e feliz em oferecer este espaço de crescimento para o TRIBAL, como um todo, logo, todos são bem vindos nas minhas produções, seja como aluno, bailarino ou professor. Eu me transformei no dia em que compreendi que minha maior alegria e missão está em ver o Tribal se tornar gigante!

becaCT: Deixe um recado, uma dica ou um pensamento para os alunos do Congresso Tribal e amantes do estilo.
RP: Tudo o que você deseja é possível, absolutamente tudo. Mas você precisa estar disposto a pagar o preço. Muitas vezes é perder festas, não ter finais de semana, trabalhar mais do que 12 horas por dia. O sucesso não está na preguiça. A evolução está no foco e na sua capacidade de ser ensinável.

 

 

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