#10 – ENTREVISTA | Natália Machado

Pela primeira vez como professora do Congresso Tribal! Conheça um pouco mais sobre Natália Machado (Guarulhos, SP | Brasil).

WhatsApp Image 2019-03-18 at 18.58.08CT: Porque começou a dançar? O que te levou a procurar esta arte?
NM: Desde criança eu convivo com dançarinos na minha família, comecei na ginástica rítmica aos 10 anos, logo após entrei no ballet e jazz. A minha história e paixão pela dança do ventre começou em 2003 quando vi a Shakira dançando. A partir daí fui fazer aulas até que me formei num curso de professoras. Fui me envolvendo cada vez mais e me aprimorando.

CT: Desde qual ano você se dedica aos estudos no Tribal e em qual ano se tornou professora?
NM: Eu conheci o tribal através do vídeo Bellydance Super Stars de 2005 no Folies Bergère Paris com as performances do The Indigo, fiquei maravilhada com aquele estilo, porém somente em 2014 eu pude finalmente me matricular nas aulas de Tribal Fusion na escola Campo das Tribos. Foi então que descobri a importância do ATS® para quem queria dançar o Tribal Fusion e iniciei as aulas com Rebeca Piñeiro que logo me convidou para ser sua assistente. Três anos depois, em 2017 comecei a atuar como sua substituta oficial quando ela está em turnê ou shows em geral e também entrei para o seu grupo profissional Pashmina Tribal.

CT: Com quais modalidades de dança você trabalha atualmente?
NM: Dou aulas de ATS® e dança do ventre.

CT: Em quais escolas você ministra aulas? 
NM: Casa de Cultura Zazu – https://www.facebook.com/ciazazu/
(11) 2229-8465

CT: O que a sua carreira representa em sua vida?
NM: Quando criança eu já expressava a minha paixão e vocação por ensinar, meu pai é WhatsApp Image 2019-03-18 at 19.00.29professor e sempre foi minha fonte de inspiração, pois via a alegria dele ao falar sobre o trabalho. Eu me senti plena quando me deparei com a grandiosidade que é ensinar dança. Poder ver nitidamente o crescimento e desenvolvimento de cada aluna e claro, com isso aprender com elas também. Poder ser fonte e canal desta transformação. Essa troca é realmente muito importante.
Hoje a minha carreira representa para mim, além de muito trabalho pela frente, responsabilidade e aprendizado, amor e alegria. Representa cumprir a minha missão comigo mesma e de fazer a minha parte com dedicação, levando luz para cada um que passar pela minha sala de aula, e que puder ingressar neste mundo tribal.

CT: Como sente o crescimento da cena Tribal? O que mudou, melhorou ou piorou?
NM: Sinto que por ser uma dança viva, ainda em desenvolvimento e crescimento, o Tribal precisa de muita atenção e cuidado da nossa parte, Desde que acompanho, percebo a sede de todos (alunos e professores), por crescimento e reciclagens. Acredito que eventos como o Congresso Tribal Sulamericano trazem para a cena tribal exatamente a fonte para saciar essa sede que também é de união e espírito de tribo.

WhatsApp Image 2019-03-18 at 18.59.05CT: Onde deseja chegar como professora do estilo?
NM: A forma como o Tribal agrega, une e inclui pessoas no meio da dança é muito peculiar. É um estilo que envolve muito mais que simplesmente dançar, ele tem um poder transformador, ele mostra na prática que somos acima de tudo, humanos, e que carregamos a força cultural da nossa ancestralidade conosco. Isso é muito precioso para mim, e o meu desejo é poder levar este tesouro para o maior número de pessoas possíveis, é poder vivenciar muito mais o tribal na sua mais pura essência, conhecendo e trocando experiências com as mais diversas tribos.

CT: Qual a principal transformação que sente em seus alunos ao aprenderem o Tribal?
NM: São muitas, desde o brilho no olhar, o desenvolvimento do corpo, até um amadurecimento que vai se mostrando de forma linda e crescente. Mas posso citar aqui algo que me chama muito a atenção: Muitas alunas já estudaram outros estilos de dança, e quando elas se deparam com a dinâmica do feature onde todas são responsáveis pelo bom andamento da dança, e todas terão seu momento de líder e de seguidora dentro de um improviso, isso, aula após aula, traz um clima muito gostoso de auto-confiança e de leveza em relação ao grupo. É muito satisfatório acompanhar e fazer parte disto.

CT: O que é Tribal Life Style para você?
NM: Tudo o que é aprendido dentro da sala de aula para que o ATS® seja desenvolvidoWhatsApp Image 2019-03-18 at 19.02.34 completamente e plenamente, desde o fortalecimento do corpo até as técnicas e formações, nos traz à tona muitos questionamentos e consequentemente mudanças (para melhor) no nosso modo de agir e pensar.
Quando desenvolvemos um talento, uma arte, é natural que isso aflore nosso ego, pois nós nos deparamos com o que somos realmente bons e com o que precisamos melhorar.
As dinâmicas do ATS®conseguem trazer reflexões profundas sobre nosso comportamento em grupo, nossas responsabilidades, nosso modo de enxergar à nós mesmos e ao outro.
Então, diante de tudo isso, o Tribal Life Style é levar essas reflexões para fora da sala de aula, para o vestiário, para o camarim, para o dia a dia em casa e no trabalho. Viver o tribal é estar em constante crescimento, é ter respeito por si mesmo e pelo outro, seja onde nós estivermos. E trabalhar para que este estilo cresça e faça cada vez mais parte da vida das pessoas de forma saudável.

CT: Quantas edições do Festival Campo das Tribos ou Congresso Você já participou?
NM: Eu participei das 3 edições do Congresso Tribal Sulamericano, fazendo parte da Equipe e Diretoria do Evento. Neste ano de 2019, na 4ª edição, eu participarei pela primeira vez como professora, estou muito feliz e realizada com essa conquista!!

CT: Conte um pouco da sua experiência nas produções Campo das Tribos e o que WhatsApp Image 2019-03-18 at 18.58.45elas transformaram em sua carreira e na cena Tribal da América do Sul.
NM: Aproveitando as reflexões da pergunta sobre o que é o Life Style para mim, posso dizer que a experiência de participar de algo tão forte e intenso como o Congresso, me transformou de forma única. Nele, temos a oportunidade de estudar com profissionais do mundo todo (Apesar de levar o nome “Sulamericano” a cada ano recebemos Professores e músicos de outras partes do mundo como Austrália, EUA, etc…) e vivenciamos as dinâmicas de hospitalidade, respeito para com pessoas de outras culturas, aprendemos a lidar com a diversidade, treinamos outros idiomas e mergulhamos em uma atmosfera onde, muitas vezes é preciso vencer o cansaço, driblar as dificuldades e nos ajudar para que todos aproveitem ao máximo tudo o que for possível. E agora, o Congresso já faz parte das nossas vidas de bailarinas e profissionais, pois quando acaba um a gente já começa a se preparar para o próximo. Para mim é sempre muito intenso no bom sentido!

WhatsApp Image 2019-03-18 at 19.12.15CT: Deixe um recado, uma dica ou um pensamento para os alunos do Congresso Tribal e amantes do estilo.
NM: Abram os seus corações e mentes para os ensinamentos que este evento nos proporciona, desde a sua estadia ou viagem, até o aproveitamento das aulas. A alma de um artista (de qualquer ramo) tem espaço suficiente para aprender durante a vida toda. Lembre-se disso, ”não existem limites para o aprendizado”. Olhe nos olhos das pessoas, se der medo, vá com medo mesmo. E transmita uma energia de união e respeito. Não esqueça de se alimentar bem e levar água.

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