#11 – ENTREVISTA | Nadja El Balady

WhatsApp Image 2019-03-25 at 10.43.45 (1)Entrevista exclusiva de Nadja El Balady (Rio de Janeiro, RJ | Brasil) para o Blog do Congresso Tribal!
CT: Porque começou a dançar? O que te levou a procurar esta arte? 
NB: A dança sempre esteve misturada à minha identidade. Poucos anos na vida passei sem dançar nenhuma modalidade. Depois de um período parada na adolescência, precisei voltar aos 19 anos porque minha alma sentia muita falta de se expressar desta forma.
CT: Desde qual ano você se dedica aos estudos no Tribal e em qual ano se tornou professora? 
NB: Desde 2005. Comecei a dar aulas de tribal em 2007. Promovi o primeiro festival de Dança Tribal no Brasil de 2008 a 2011: Tribes Brasil.
CT: Com quais modalidades de dança você trabalha atualmente? 
NB: Dança do Ventre, ATS, Tribal Fusion e Danças Populares Brasileiras
CT: Em quais escolas você ministra aulas? 
NB: Oriental Studio de Dança
Espaço Cultural Chandra e Surya
WhatsApp Image 2019-03-25 at 10.44.24CT: O que a sua carreira representa em sua vida?
NB: Tudo. Não tenho outra especificação, me formei em Dança e todos os meus investimentos e esforços são voltados para isso. A carreira em si pede que a gente desenvolva outras aptidões como marketing, administração, produção de eventos, entre outras especificações. Dar conta de se desenvolver como dançarina, professora, coreógrafa, diretora de grupo fazendo mil outras coisas em função disso é um verdadeiro desafio.
CT: Como sente o crescimento da cena Tribal? O que mudou, melhorou ou piorou? 
NB: Eu sinto o crescimento de uma forma muito positiva. Quando comecei a pesquisar, produzir e ensinar tribal, era inimaginável conseguir sobreviver disso. Hoje em dia 60% dos meus rendimentos vêm da dança tribal. É algo que está ganhando o mundo, uma dança liberta, feminista e coletiva. No início todas nós que fazíamos tribal no Brasil éramos muito unidas, com o tempo isso foi mudando um pouco. Acho muito importante sempre lembrar dos ideiais primeiros do Tribal para não cairmos no perigo das guerras de ego, sabotagens de mercado entre outras baixarias que vemos muito em outras modalidades por aí. O bonito para mim é estarmos unidas, aplaudir e valorizar o trabalho umas das outras.
WhatsApp Image 2019-03-25 at 10.44.23 (2)CT: Onde deseja chegar como professor (a) do estilo? 
NB: Eu quero crescer artisticamente muito ainda. Ainda tem muita coisa que quero estudar para agregar à minha expressão artística. Quero atingir público novo através da exposição da dança tribal em outros contextos que não só eventos de dança. Onde vai me levar, não sei não. Mas confio na vida que sempre me encaminha na direção certa.
CT: Qual a principal transformação que sente em seus alunos ao aprenderem o Tribal? 
NB: A experiência de uma nova convivência em sala de aula, o despertar de um senso coletivo que pode ser transposto para outros setores da vida. A primeira experiência com ATS e o sistema de improvisação é transformador.
CT: O que é Tribal LifeStyle para você? WhatsApp Image 2019-03-25 at 10.44.23
NB: É cuidar de si de do todo. Cuidar das irmãs de dança, pensar no melhor para coletivo, para a Tribo maior além da minha. É falar com elas sobre as questões da vida, em como expandir nossos ideais de união e cirar em torno de nós uma situação acolhedora para as próximas irmãs que vão chegar. Toda nova aluna é parte desta Tribo maior. Toda companheira de profissão merece meu respeito pelos esforços de continuar crescendo e ampliando esta linguagem.
CT: Quantas edições do Festival Campo das Tribos ou Congresso Tribal você já participou?
NB: Praticamente todas! Dançando ou ensinando.
WhatsApp Image 2019-03-25 at 10.43.45CT: Conte um pouco da sua experiência nas produções Campo das Tribos e o que elas transformaram em sua carreira e na cena Tribal da América do Sul.
NB: Acho que as produções Campo das Tribos oferecem uma grande oportunidade ao desenvolvimento, estudo e aprofundamento para professores e alunos de Tribal. Um trabalho essencial. Oportunidade de trocar com minhas colegas, de promover meu trabalho e acompanhar as novidades do que está sendo pensado e produzido em termos de Dança Tribal na América Latina.
WhatsApp Image 2019-03-25 at 10.44.23 (1)CT: Deixe um recado, uma dica ou um pensamento para os alunos do Congresso Tribal e amantes do estilo.
NB: Temos a oportunidade de através desta modalidade fazer mais do que simplesmente dançar e nos divertir, mais do que atingir grandes públicos, ganhar fama e viver de glamour. Podemos fazer desta uma ferramenta para transformar o mundo a nossa volta e falar de questões importantes para as nossas vidas. Qual é a mensagem que você quer transmitir com a sua arte? Quais são seus questionamentos? Busque-se através da dança e leve seus pensamentos junto com ela.

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