Depoimento de Susan Melo

POR SUSAN MELO (Participante Passe Livre em 2018).
Quer enviar o seu depoimento? Ficaremos felizes em saber sua opinião e compartilhá-la no Blog do Congresso!  Envie uma foto sua + seu depoimento para festival@campodastribos.com.brDepois de participar do 2º Congresso, veio a ansiedade para participar do 3º? Sim ou com certeza?

Foram cinco dias de muito aprendizado, não apenas sobre a dança em si, mas também sobre mim mesma, poder ter a oportunidade de reencontrar amigxs queridxs e fazer novxs, muita diversão, fazer comprinhas legais, além de muito progresso na dança (tenho a sensação de que alguns movimentos “destravam” com a intensidade das aulas). Brinco que o Congresso Tribal é uma grande “terapia de grupo”, pois me emociono, me divirto, aprendo mais sobre mim e como lidar com quem me rodeia, sempre fazendo tudo da melhor forma possível. Que venha o 4º Congresso Tribal Sulamericano!
São Paulo, SP, Brasil
Att.
Susan Melo

Depoimento de Rezzy Martins

POR REZZY MARTINS (Participante Dia Avulso em 2018)
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Tribo,
Eu iria lá imaginar que estaria participando de um evento como esse, quiça conhecer o Helm.
O mundo que vivo por enquanto é ambíguo. Mas é sempre muito intenso.
Meu coração de uns tempos pra cá bate no ritmo dos snujs, no tempo, como “fast steps”.
Eu me emocionei tanto ao ver a Ling (Helm) no palco, uma doce lembrança da infância com minha mãe tocando acordeon…Sentimentos aflorando, de todas as partes. Pessoas dançando e sorrindo. E quanta bagagem, isso é “body wave” no instante, energia no corpo. A experiência única e enérgica desses dias de Congresso, movimentos novos para repertório, amizades de pessoas de vários cantos do país e do mundo.
Eventos assim fazem com que apareça a importância da palavra união, da palavra aprendizado. Agradeço aos meus  professores de Tribal Fusion, e a professora Rebeca, por estar me mostrando o quanto é lindo o ATS® e sua linguagem, e com isso a grande responsabilidade de aprendizado e forma de passar para frente tudo que captamos. Uma responsabilidade doce e leve como os véus de seda,  ao mesmo tempo firme como a forma de dançar o Flamenco e rica como a dança indiana. Um bater de asas colorindo, um arco-íris em meio a revoada, um conto de Edgar Alan põe em cada olhar no palco com o Tribal Fusion.
Obrigada por cada aula que tive , cada pessoa que sorriu. Cada amizade que começou, cada ideia nova que surgiu. E que venham muitos outros dias assim.
Rezzy Martins
Toledo-PR/ Brasil

Depoimento de Loreta Marjory

POR LORETA MARJORY (Participante Dia Avulso em 2018).
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“Minha participação fora de curto prazo por motivos de saúde e de agenda (concomitantemente), porém foram horas tranquilas e maravilhosas, agradáveis, com profissionais que partilham do seu amor pela dança tanto de modo específico quanto geral. Foi notório o equilíbrio entre as composições fusionadas nos workshops de Luciele le Fay e de Gabriela Miranda, que instigam o estudo do ATS como base principal para o fusion. Ter esse contato foi interessante, além das mesclas de estudos dark fusion e o mais bacana é que toda a estrutura de cada work tinha um começo, meio e fim, que apesar de durarem pouco tempo, eram bem trabalhados. Adorei o work da Bia Vasconcelos e da Camila Middea, que tratavam a técnica de maneira isolada e focada para cada assunto. Evento simples e bem sucinto, com características únicas: o Congresso deixou uma boa marca na minha primeira impressão e eu sempre recomendei e simplesmente continuarei recomendando o Campo das Tribos, justamente por ter esse tipo de conforto um pouco raro no âmbito da dança: não há disputa, e sim o reviver de uma união. Ou seja: o evento não só vende como muitos, instrui e educa. Ao meu ver como Profissional de Educação Física, a única questão a se ter cuidado é no excedente de exercícios físicos, porém depende muito de cada um, e o psicológico comanda muito o negócio: então essa observação é muito superficial em vista da capacidade de imergir em conteúdos e ideais gerais, não apenas físicos, e claro, fazendo a diferença, acredito eu, na visão de todos os que se empenham em estudar e tem sede de conhecimento, de resto, cada um pode atender às próprias necessidades.
Acreditei um evento muito bem feito, e com carinhos evidentes na produção, bem realizado e objetivo. Acredito que cumpre o que promete.
Para mim, foi importante não só para minha dança ou aulas, mas para observar num geral um mundo condensado de ideias e informações que se comunica agradavelmente. Sou grata à Rebeca por esta oportunidade, foi meu primeiro Congresso Tribal e foi um prazer participar.
Foto: eu e a linda da Bia Vasconcelos
Loreta Marjory – Bailarina, professora e artesã (criadora da Artistic Dance)
Ferraz de Vasconcelos – SP – Brasil.

Participantes “SHOW DE MOSTRAS”

Confira abaixo os  participantes e horários do show de mostras!

SHOW DE MOSTRAS
Data: 28/04/2018
Horário: 14h30
Local: Associação Aichi
Ingresso: R$ 35 (inclui entrada para Hafla Revoada com Helm ao vivo dia 28/04 às 19h30)

Atenção bailarinos das mostrasClique aqui para ler o regulamento completo das mostras que fala sobre seus direitos e deveres, horário de entrada entre outros detalhes.

Qualquer necessidade de alteração ou correção, por favor entrar em contato pelo e-mail: festival@campodastribos.com.br

mostras

Varal de Fotos

Mauro Capozzi
Muito prazer!!! Eu sou o Mauro, fotógrafo, e conhecido da maioria das bailarinas que estiveram na 2a. Edição do Congresso.

Eu estive para cima e para baixo registrando tudo o que aconteceu. O Evento foi uma grande festa. Momento de aprender, de reencontrar amigos e fazer novas amizades. Uma oportunidade de conhecer o trabalho de outros profissionais e ficar com os olhos brilhando com os produtos da Feira Tribal.

Faltando pouco para a comemoração dos 10 Anos do Campo das Tribos, convido a todos para rever como foi a edição de 2017, através do link: http://www.palcosp.com.br/dp_events/event-2/

Para celebrar a festa, vamos fazer um Varal Fotográfico com as fotos do ano passado. Então… convido a todos para dar uma passadinha para conhecer, aproveitar para pegar uma foto sua ou de um amigo e levar para casa como recordação do evento.

Esta é uma forma carinhosa que eu encontrei para retribuir o que eu aprendi sobre a vida, num evento de dança.

Jamila e o Legado Salimpour

POR NATÁLIA ESPINOSA

jamila bellydanceNo ano passado o mundo tribal perdeu uma de suas matriarcas: Jamila Salimpour. Posso dizer sem medo de errar que quase todas as pessoas que têm o mínimo de contato com o estilo tribal sabem pelo menos o seu nome e o seu grau de importância para nosso estilo de dança. Todos nós sabemos que Jamila plantou a semente do que hoje chamamos de estilo tribal de dança do ventre, ou somente estilo tribal ou dança tribal.

Mas a grandiosidade do trabalho e do caminho desta mulher vai muito além. Jamila é sinônimo de força, engenhosidade, sensibilidade. Foi uma mulher que abriu diversas portas não somente para o tribal, mas também para a dança do ventre como forma de arte – uma arte à qual ela dedicou sua vida.

O primeiro contato de Jamila Salimpour com a cultura árabe foi através de seu pai, que era da marinha e, por causa disso, esteve em bases no Egito, Tunísia e Síria. Ao voltar para os EUA, ele levou para casa gravações de músicas do Oriente médio e tentou imitar os dançarinos orientais que viu. Podemos dizer que os primeiros passos de Jamila foram suas tentativas de imitar seu pai nesta atividade. Porém, não foi com a dança do ventre seu primeiro trabalho como artista profissional: ela trabalhou no famoso circo “Ringling Brothers Circus” quando tinha apenas 16 anos, e seu número contava até com um elefante!

A dança do ventre voltou à vida de Jamila quando tinha por volta de 20 anos, através dos filmes da Golden Era da dança do ventre. Fascinada pela dança de estrelas como Samia Gamal, Tahia Carioca e Naima Akef, ela tentava também imitá-las no saguão da casa onde morava. Coincidentemente, a senhoria da casa era Armênia e reconheceu o talento de Jamila, levando-a para dançar em festas e eventos. Mas essa ainda não seria a profissão definitiva de Jamila. Ela também trabalhou como joalheira e abriu um café.

JamilaFoi somente aos 31 anos que Jamila começou a dançar em um club (algo como uma boate) árabe, tendo sido também coproprietária de outro club, o famoso Bagdad Café. Nessa época conheceu aquele que viria a ser seu terceiro marido e pai de sua filha Suhaila, o percussionista persa Ardeshir Salimpour. Ardeshir tentou impedi-la de dançar com ameaças de violência física, porém por conta da situação financeira Jamila foi impelida a dar aulas de dança do ventre.

Não havia material, metodologia, nomenclatura para o ensino formal de dança do ventre e de snujs. Perseverante e corajosa, Jamila tomou para si esse trabalho. Estudou minuciosamente todos os toques de snuj que escutava e inclusive desenvolveu algumas variações, o que culminou em seu primeiro manual de snujs (que vinha com uma fita para as pessoas escutarem o que estavam lendo)! Ela também viajou para estudar com dançarinos de diversas modalidades de dança oriental e publicou diversos estudos e pesquisas nessa área. Sua importância é inegável também para a dança do ventre: ela foi, até onde se sabe, a primeira pessoa aqui no ocidente a dar nomes aos movimentos e sistematizar o ensino da dança do ventre. Se você sabe identificar movimentos quando ouve oito maia e queda turca, agradeça à Jamila!

Bal Anat 2Em relação ao tribal, podemos dizer que ela foi a grande responsável, através de seu grupo Bal Anat, pela estética e pelo formato de coro. Esse grupo foi criado para caber no contexto da Renaissance Fair, uma feira de recriacionismo medieval. Não fazia sentido colocar seus alunos para dançar com as roupas de dança do ventre das estrelas de cinema: precisava fazer algum sentido dentro da estética histórica. Então, ela pesquisou em revistas, pinturas, fotografias antigas e até poemas buscando referências de como se vestiam e adornavam as sociedades, comunidades e tribos que tradicionalmente dançavam o que veio a ser dança do ventre. E, dessa forma, Jamila inseriu sua arte em um meio inusitado. Voltando algumas linhas neste parágrafo vocês podem ver as palavras SEUS ALUNOS, e não SUAS ALUNAS. Jamila abriu as portas para um homem dançar em sua trupe, e esse homem virou um dos grandes ícones do tribal: o maravilhoso John Compton.

John ComptonKatarina BurdaO Bal Anat contava com diversos artistas: músicos, malabaristas e dançarinos de vários estilos dentro da dança oriental. John Compton fazia sua dança com a bandeja, Katarina Burda dançava a dança da deusa mãe com sua máscara (não é à toa que uma de suas alunas mais famosas, Zoe Jakes, traz constantemente esse elemento em seus trabalhos), até a pequena Suhaila dançava. Era um espetáculo onde o espectador tinha uma pequena aula sobre dança oriental. Era dito que estes artistas eram “de várias tribos”, embora a dança ainda fosse dança do ventre e folclore. Jamila nunca disse que sua dança era tribal, mas sem dúvida foi a responsável, devido à sua criatividade, pelo nascimento da ideia de uma dança do ventre diferente do que se via nos filmes.

Jamila e SuhailaSua filha Suhaila seguiu o caminho da dança do ventre, dando aulas, desenvolvendo um estilo próprio e criando a Salimpour School, que forma alunos em seu formato e também no formato de Jamila. Jamila deu aulas até poucos anos antes da sua morte. Quando visitei Suhaila em seu estúdio em 2016, presenciei uma amorosa conversa entre ela e sua mãe ao telefone. Ao desligar, Suhaila pediu desculpas por sua mãe não estar presente e disse que Jamila estava doente, já estava com 90 anos. O respeito e devoção de Suhaila por sua mãe e por seu legado é impressionante.

A Salimpour School é um retrato da beleza deste legado: mulheres de todos os tipos muito focadas, alegres e disciplinadas trabalhando juntas para mostrar uma dança do ventre de muita qualidade com embasamento histórico e leitura musical afiada – o formato de Suhaila é menos “solto” que o de sua mãe, mas os movimentos são os mesmos. É um ambiente que inspira reverência.

jamila fim do texto
É com essa reverência e com essa alegria que precisamos nos lembrar de Jamila Salimpour, e que sua história nos inspire não somente na dança, mas também na vida. Que nós possamos nos espelhar nessa mulher que seguiu seus sonhos e a certeza de seu coração, que não teve medo de inovar e de quebrar barreiras, que sempre encontrou uma forma de levar a arte que tanto amava para o máximo de pessoas possível. Obrigada, Jamila!

FUSÃO – O ato ou efeito de fundir-se

POR MARCELO JUSTINO

5 - MARCELO-170916-013Nos  últimos anos fui chamado para ser jurado de tribal e fusões e me deparei com alguns erros de entendimento referente a essa linha.Nos  últimos anos fui chamado para ser jurado de tribal e fusões e me deparei com alguns erros de entendimento referente a essa linha.Como a própria definição da palavra  fusão já diz, fusão é o ato  de fundir ,de misturar , mas na prática isso ainda se torna um pouco confuso para várias pessoas.

2 - 072_ (18)Para o meu trabalho  defini três linhas básicas para poder direcionar a fusão.
1- Preciso ter movimentos puros da dança que tenho como base,  seja o ATS® ou o Bellydance.
2- Preciso ter movimentos puros da dança a qual irei fusionar ( jazz, danças brasileiras, clássico, ritmos caribenhos, etc.).
3- Preciso ter movimentos fusionados do meu estilo base com o estilo escolhido para fusionar. Partindo desse princípio ficará mais fácil para direcionar todo trabalho coreográfico.

Ainda dentro dos equívocos, me deparei com pessoas que achavam que o simples fato de usar um figurino e uma música ligado ao estilo  escolhido para fusionar já fazia do seu trabalho uma fusão.Além desses 3 pontos básicos para criação coreográfica temos outros 2 pontos bem importantes. Primeiro  escolha uma música do estilo a qual irá fusionar  e não do estilo que tenha como base, isso te ajudará a fugir dos padrões tradicionais corporais provavelmente já bem incutidos em seu corpo. Segundo, tente fazer também uma fusão em seu figurino, misturando itens e referências dos 2 estilos, isso deixará seu trabalho mais rico.
3 - DSC03548Não precisamos ser um expert no estilo que queremos fusionar, mas precisamos sim ter o mínimo de entendimento e estudo para evitarmos erros crassos culturais. Você pode fazer algumas aulas para conhecer pelo menos a base do estilo e muita pesquisa bibliográfica  e áudio visual, isso com certeza te enriquecerá muito e te dará ferramentas para sua fusão. Assim seu trabalho ficará totalmente fusionado, música, técnica , figurino e aos olhos do público terá uma riqueza de informações.