#22 – ENTREVISTA |Juliana Santos

Entrevista exclusiva com Juliana Santos (Jundiaí, SP | Brasil)!

ats

CT: Porque começou a dançar? O que te levou a procurar esta arte? 

Comecei a dançar a Dança do Ventre porque eu gostava muito de Dança Cigana (rsrs), pois é! Eu tinha 17 anos e tive a primeira oportunidade financeira de fazer algum tipo de dança e, por ser extremamente tímida, praticamente uma ostra fechada, escolhi a Dança do Ventre para trabalhar a minha dificuldade de lidar com pessoas, pois na época não encontrei dança cigana na cidade.
CT: Desde qual ano você se dedica aos estudos no Tribal e em qual ano se tornou professor (a)?
Iniciei meus estudos no estilo Tribal Fusion em 2009 e em 2012 montei minha primeira turma de aula. Porém, considero que minha formação profissional no estilo se deu em 2014 quando me formei na faculdade de Educação Física e também fiz o meu primeiro curso profissional com Rachel Brice, bem como em 2015, que me formei Sister Studio FCBD® com Carolena Nericcio e Megha Gavin, foi quase que palpável a imensa melhora na qualidade das minhas aulas e da minha dança.
CT: Com quais modalidades de dança você trabalha atualmente? 
Trabalho com Tribal Fusion, American Tribal Style® e Dança do Ventre.
CT: Em quais escolas você ministra aulas?
Hoje tenho meu espaço de Dança, Pilates e Bem-estar localizado em Jundiaí-SP  (https://www.facebook.com/nucleojulianasantos/
Mas também ministro aulas fora da cidade: em Valinhos-SP no Estúdio Amira Shazadi (https://www.facebook.com/Centro-Cultural-de-Dancas-Arabes-Amira-Shazadi-Arabesque-Studio-de-Dan%C3%A7a-1632931976974493/)
Em SP capital, que é um grupo independente
Em Santa Bárbara D’Oeste, também um grupo independente.
CT: O que a sua carreira representa em sua vida? 
Que pergunta gostosa de ler!! Me fez parar pra pensar bastante!! Eu poderia responder “TUDO” … na verdade em outros momentos eu responderia isso, mas não hoje! Hoje sei que minha carreira é parte essencial em minha vida, mas não é tudo que eu tenho! Eu não me vejo trabalhando com outra coisa, mas sim, me vejo trabalhando de outras maneiras com a essência do que faço hoje, o ensinar da dança me moldou, trabalhar com pessoas, ensiná-las e aprender com elas fez de mim não só a profissional, mas também a pessoa que sou! Há alguns anos eu jamais imaginaria o quão minha carreira seria essencial para me melhorar pessoalmente, por isso ela é essencial, porque ela me ensinou que tenho uma vida inteira para ser valorizada.
CT: Como sente o crescimento da cena Tribal? O que mudou, melhorou ou piorou? 45035717_1354141391388301_2306107312911155200_n
Sou a eterna otimista neh! Mas de verdade, vejo um mundo mais esclarecido sobre o nosso estilo, cada vez mais pessoas que “viraram” professores de Tribal através do Pai YouTube  entendem que nem dançam Tribal de verdade e acabam indo procurar uma formação mais preciosa!! Ou em alguns casos, desistem mesmo, porque acabam percebendo o quão difícil é dançar um Tribal técnico e respeitoso a tradição, ao mesmo tempo em que ele te dá infinitos caminhos. E graças a Deus, estamos cada vez mais esclarecidos no assunto, pois assim, cada vez mais teremos profissionais e amantes disseminadores de um estilo verdadeiro!!
CT: Onde deseja chegar como professor (a) do estilo?
Por hora, já cheguei!! =D … Um sonho realizado é fazer parte do quadro de professores do Congresso Tribal Sul-Americano! E como sabemos que a felicidade está no caminho, por enquanto vou curtir essa linda vitória que conquistei, até iniciar uma nova caminhada, rumo internacional?! Bóra lá! Ainda sem pretensões, mas estudando propostas.
CT: Qual a principal transformação que sente em seus alunos ao aprenderem o Tribal? 
A conscientização de que Tribal não é um pouquinho de tudo, já que um pouquinho de tudo é um montão de nada! E definitivamente, não dançamos qualquer coisa! A cada dia, eles aprendem a respeitar e buscam aprender mais sobre o estilo, comigo ou com outrxs profissionais, o que acho fantástico!
CT: O que é Tribal LifeStyle para você? 
Eu trouxe os ensinamentos do estilo pra minha vida, desde que o conheci uso os métodos de ensino, isso falando, corporalmente, mentalmente e espiritualmente para todas as áreas da minha vida. O Tribal me trouxe uma linha de dança saudável em todos os sentidos, acima de tudo respeitando os limites de cada um … se você consegue fazer um “torsão gigante” e eu não ou ainda não,  “Tudo bem!!” Vamos dançar juntas e adaptar nosso corporal até encontrar um meio do caminho e assim todas seremos felizes e estaremos inclusos num mesmo ambiente gostoso!! O estilo salvou minha dança e eu o vejo salvando danças e vidas por aí todos os dias.
CT: Quantas edições do Festival Campo das Tribos ou Congresso Tribal você já participou? 
Participei de três edições.
Juliana SantosCT: Conte um pouco da sua experiência nas produções Campo das Tribos e o que elas transformaram em sua carreira e na cena Tribal da América do Sul. 
O Congresso teve uma participação importantíssima em minha vida, passei por inúmeros momentos de dúvidas, desilusões, autoboicotes um após o outro e os momentos vividos durante as aulas e shows, principalmente no Congresso passado, me serviram como um despertador, me ajudaram numa reinvenção pessoal e profissional. E a cada ano que vejo a Rebeca nos impressionando cada vez mais, sempre trazendo algo ainda mais fodástico do que o da última vez, isso me inspira, me dá vontade de seguir, me faz pensar que se eu também buscar sempre o melhor, também poderei inspirar alguém por aí e, quem sabe ajudar a transformar o mundo numa crescente de inspirações!
CT: Deixe um recado, uma dica ou um pensamento para os alunos do Congresso49479712_1405622069573566_3885604458255613952_n Tribal e amantes do estilo.
Aproveite cada instante que você estiver no Congresso, observe, confraternize, faça amigxs, tire suas dúvidas, não tenha medo de errar, perdoe erros alheios, ajude um desconhecidx, se alimente, se hidrate e principalmente, se organize para participar ainda mais no ano que vem, pois esse é um evento que sempre te trará novidades e um crescimento pessoal glorioso dentro do estilo. Não fique de fora jamais, você merece essa chance de evolução! Grande beijuh no coração, nos vemos daqui a poukim!

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