#4 – ENTREVISTA |Mari Garavelo

Confira a entrevista de Mari Garavelo (São Paulo, SP | Brasil) especialmente para o Blog do Congresso Tribal!

WhatsApp Image 2019-03-15 at 13.57.24CT: Porque começou a dançar? O que te levou a procurar esta arte?
MG: Sempre gostei de dançar e sempre tive interesse pelo exótico e pela cultura oriental em geral, desde pequena, sempre me fascinou. Quando vi a primeira vez dança do ventre logo soube que queria aprender algo que uniria estas coisas.
CT: Desde qual ano você se dedica aos estudos no Tribal e em qual ano se tornou professor (a)?
MG: Comecei a estudar Tribal em 2007 e a dar aulas em 2011
CT: Com quais modalidades de dança você trabalha atualmente?
MG: Apenas Tribal Fusion 🙂 Dou aulas de hatha yoga também.
CT: Em quais escolas você minitra aulas?
MG: Hoje trabalho apenas com aulas e turmas particulares, mas tenho o Estúdio de Danças Ana Claudia Borges e o Espaço Romany como grandes parceiros sempre.
CT: O que a sua carreira representa em sua vida?
MG: Carreira é um caminho. O que eu percorri até aqui por enquanto, representa toda a caminhada evolutiva interna em mim e também da qualidade daquilo que eu ofereço. Representa um reconhecimento também de tudo o que eu estudo e coloco de inspiração no meu trabalho.
CT: Como sente o crescimento da cena Tribal? O que mudou, melhorou ou piorou?
MG: Aqui eu sinto que a cena se fortaleceu com a facilidade de informações, a vinda de WhatsApp Image 2019-03-15 at 13.56.31muitas figuras importantes para o Brasil, a ida de muitas brasileiras para fora estudar, a internet, os estúdios online, as trocas e as reflexões geradas nos últimos anos. Sinto uma certa calma surgindo nas pessoas, com a vontade de estudar um pouco mais o Tribal Fusion old school e isso pra mim é super positivo, mas ainda vejo muito que as pessoas não se fincam um pouco nas suas próprias raízes, naquilo que realmente gostam, e acabam tentando sempre fazer inserções de fusão na dança na tentativa de agradar um mercado amplo demais. Lidar com o fenomeno do hibridismo requer raízes muito bem profundas senão acabamos por nos perder e nem sempre isso convém. No mais, sinto a cena Tribal muito mais madura.
CT: Onde deseja chegar como professor (a) do estilo?
MG: Eu sempre desejo continuar estudando e dançando, e desejo que meu estudo possa ser ao menos um pingo de referência para quem vir depois. O Tribal traz uma série de detalhes e perspectivas sobre a vida e a arte que me fascinam e espero sempre poder contribuir com isso.
CT: Qual a principal transformação que sente em seus alunos ao aprenderem o Tribal?
MG: Nestes anos percebi transformações bem interessantes em minhas alunas. Eu as vejo crescendo emocionalmente, conhecendo seus corpos, tendo mais contato com outras culturas e trazendo estas referências pra vida cotidiana. É gratificante 🙂
WhatsApp Image 2019-03-15 at 13.57.28CT: O que é Tribal LifeStyle para você?
MG: Então, tem pessoas que separam do Tribal Fusion – Linguagem de Dança – alguns aspectos conceituais que fizeram parte da sua criação, como feminismo de segunda onda e contracultura. Eu especialmente e algumas pessoas que eu conheço e tenho como inspirações, não separam a dança destes conceitos; o que traria a dança para um outro lugar em que estes conceitos passam a fazer parte da sua vida. Algumas outras pessoas gostam de inserir conceitos místicos ou motivacionais na dança, o que originalmente não fez parte da construção da linguagem. Sendo assim eu acredito que existam mais de um “lifestyles” dentro da comunidade e isso depende muito de qual o contexto em que a dança chegou e tocou na história da sua vida e quem foram seus professores.
CT: Quantas edições do Festival Campo das Tribos ou Congresso Tribal você já participou?
MG: Campo das Tribos 1 e Congresso também 1.
CT: Conte um pouco da sua experiência nas produções Campo das Tribos e o que WhatsApp Image 2019-03-15 at 13.57.21elas transformaram em sua carreira e na cena Tribal da América do Sul.
MG: Minha primeira experiência no Congresso Tribal foi no ano passado e eu senti que ali estava um evento bastante importante para a America Latina. O formato das aulas e feira permite que tudo fique exposto e próximo, torna acessível a todos no espaço e facilita muito a interação. Isso me deixou confortada e feliz. Pessoas de vários lugares do Brasil passaram a conhecer meu trabalho e isso ocorre com todos que estão lá dançando e ensinando e o crescimento é mútuo, foi muito bom.
WhatsApp Image 2019-03-15 at 13.57.19CT: Deixe um recado, uma dica ou um pensamento para os alunos do Congresso Tribal e amantes do estilo.
MG: Tribal Fusion e American Tribal Style são danças que trazem muitas informações e arquétipos diversos pra nossa vida e nosso imaginário. Lidar com todas estas informações e não se sentir boiando nelas necessita enraizamento e visão ampla. Lembro sempre de uma frase de Coco Chanel que disse que “um dos atos mais corajosos ainda é pensar com a própria cabeça”. Estudem sempre, leiam sempre, conversem muito sobre a dança, sobre o estilo e tudo o que permeia ele, a geografia, a vestimenta, a música, o mercado, tudo.  Vivam a dança em seus corpos e tenham suas próprias opiniões sobre ela a partir do que você estudou e vivenciou de fato. NAda é mais excitante na vida do que a experiência ❤

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