#8 – ENTREVISTA | Lilian Kawatoko

Conheça um pouco mais sobre Lilian Kawatoko (São Paulo, SP | Brasil), parceira Campo das Tribos e Congresso Tribal há mais de 11 anos!

WhatsApp Image 2019-03-18 at 15.11.23CT: Porque começou a dançar? O que te levou a procurar esta arte?
LK: Comecei a dançar bem cedo, aos 7 anos, pelo ballet clássico depois jazz, street dance. Meus pais logo sentiram que eu tinha inclinação artística e me matricularam em várias atividades, música, canto, pintura, ginástica artística, rsrs. Hoje eu agradeço muito por essa sensibilidade, porque me deu oportunidade de conhecer muitas formas de arte. Continuei no ballet clássico até os 14 anos e na música até os 18 e então eu decidi ir morar no Japão.

Dois anos depois, final de 2006, retornando ao Brasil eu passava por um momento estranho com minha autoestima e decidi retornar a dança, mas com outra modalidade, a dança do ventre. De alguma maneira eu sabia que não podia mais deixar a dança escapar da minha vida, mergulhei de cabeça.

WhatsApp Image 2019-03-18 at 15.11.11CT: Desde qual ano você se dedica aos estudos no Tribal e em qual ano se tornou professora?
LK: Continuei na dança do ventre a partir de 2006 e retornei ao Japão, continuando os estudos de dança do ventre lá, e em 2008 eu conheci o Tribal por meio de um vídeo da Rachel Brice do bellydance superstars. Foi amor à primeira vista.

Voltei ao Brasil e comecei a dar aulas de dança do ventre em 2009. Ainda nesse ano comecei os estudos no tribal, que ainda era muito novo no Brasil, eu ainda morava no interior de SP e comecei a estudar com a Rebeca Piñeiro aos finais de semana. Na época eu fiz uma aula experimental de tribal fusion e uma de ATS, e já sabia que estava mais inclinada ao ATS.
Em 2010 eu entrei na faculdade Belas Artes e me mudei para SP e então passei a viver esse mundo tribal de corpo e alma, participando do grupo Ulan Daban dirigido WhatsApp Image 2019-03-18 at 15.11.10pela Rebeca e me envolvendo, profissionalizando cada vez mais. Também estudei ATS com a Mariana Quadros antes da formação.
Em 2012 me formei em ATS na Califórnia e no começo de 2013 estava ministrando aulas de ATS na Escola Campo das Tribos e no Espaço Romany.

WhatsApp Image 2019-03-18 at 15.11.12 (1)CT: Com quais modalidades de dança você trabalha atualmente?
LK: Hoje trabalho exclusivamente com o ATS (e o design), por opção. Gosto de me focar em um só estilo para ensinar, mas continuo estudando tudo que eu consigo rsrsrs (brinco que é pouco corpo e pouco tempo para tanta coisa que eu gostaria de estudar). As últimas aulas foram de ballet clássico e tribal fusion.

CT: Em quais escolas você ministra aulas?
LK: Hoje ministro aulas mensais e particulares no meu estúdio e também showroom criativo, Khalidah Tribal:
https://khalidahtribal.com.br/
https://www.facebook.com/liliankawatokoart/

Aulas regulares as quartas 19h no centro cultural Shangrilá:
http://www.centroculturalshangrila.com.br/ | 11 97093-3943

Aulas quinzenais as terças no Studio Naja by Lukas Oliver:
https://www.facebook.com/ostudionaja/

Aulas regulares em Campo Grande – Mato Grosso do Sul no Studio Isa Yasmin:
https://www.facebook.com/IsaYasminEstudioDanca/

WhatsApp Image 2019-03-18 at 15.11.09CT: O que sua carreira representa em sua vida?
LK: Existe um momento onde a carreira pode representar a própria vida, porque eu sempre trabalho muito, muito mesmo quando estou envolvida em algo.

Para mim se tornar alguém de sucesso, conhecida e famosa, pode ser muito legal também, mas nunca será o principal, porque eu acredito que reconhecimento é consequência.

O mais importante para mim é ser lembrada fazendo bem aquilo que me propus a fazer, é tocar, emocionar um aluno com uma aula, uma vivência, estar íntegra com meus valores, estar inteira e comprometida com um projeto ou um workshop, é transformar vidas através do ensino e da arte.
Isso pra mim é um baita legado, pois eu sempre me lembro dos artistas e professores que me marcaram. E quero ser como eles.

CT: Como sente o crescimento da cena Tribal? O que mudou, melhorou ou piorou?LK: Olha, de quando eu era uma jovem do interior de SP que não tinha muito acesso a internet, e não haviam informações sobre o estilo, mudou muito! Rs
E pra muito melhor no sentido de informação, acessibilidade, aulas, estudos, divulgação…
Hoje sinto que há um pico de “moda” que as vezes volta, as vezes ameniza, mas acredito que é assim mesmo, pois tudo muda, nós também mudamos.

WhatsApp Image 2019-03-18 at 15.11.12CT: Onde deseja chegar como professora do estilo?
LK: Eu sou muito focada em aprender e ensinar, então eu tento dar meu máximo para sempre estar atualizada, sempre questionando, sempre me reciclando, trocando informações, e procuro melhorar sempre como bailarina, artista, pessoa e professora. Então posso dizer que estudo e aprimoramento de técnica e conhecimento para mim não tem fim.
Quero que o estilo seja mais conhecido, que as pessoas tenham mais acesso a informação, por isso desde 2014 eu tenho o projeto “Propagando o Tribal no Brasil” que já visitou muitos estados e apresentou o ATS para muitas pessoas. E espero que continue alcançando muitas outras pessoas aqui, fora, para mostrar porque amamos tanto essa arte e porque as pessoas devem experimentar. 

CT: Qual a principal transformação que sente em seus alunos ao aprenderem o Tribal?
LK: Sinto que muitas pessoas se sentem acolhidas praticando o tribal, sinto que se tornam mais compreensivas em lidar com o outro e consigo mesmas, que ganham mais confiança, que sentem fazer parte de algo maior.

CT: O que é Tribal LifeStyle para você?
LK: Poxa, minha vida! rsrsrsrs

WhatsApp Image 2019-03-18 at 15.11.13CT:  Quantas edições do Festival Campo das Tribos ou Congresso Tribal você já participou?
LK: AAhh estou desde a primeira edição do Festival Campo das Tribos e também desde a primeira edição do Congresso Tribal!

CT: Conte um pouco da sua experiência nas produções Campo das Tribos e o que elas transformaram em sua carreira e na cena Tribal da América do Sul.
LK: Muitas lembranças boas, desde antes da primeira edição do festival Campo das Tribos, quando ainda estudávamos no Gamaya. Fiz muitas amizades, tivemos momentos incríveis juntos. Também foi nesse núcleo e época que surgiu a Khalidah Tribal, foi para minhas primeiras amigas da escola onde a Beca dava aulas que fiz meus primeiros figurinos de tribal, com certeza guardo essa época com muito carinho.
Mais tarde, acompanhei a abertura da Escola Campo das Tribos e depois me tornei professora lá, pude ver muitas alunas minhas florescendo, amigas arrasando e o Tribal crescendo, foi uma grande felicidade para mim.
Ao me tornar professora do Congresso me senti honrada e feliz de fazer parte dessa história, ver frutos tão bons que passaram por mim ou por meus colegas de profissão, sempre aprendo muito nesses encontros e fico emocionada em ver tantos artistas incrivelmente talentosos.
Hoje o Congresso já é esperado por mim e por minhas alunas, vida longa a esses momentos maravilhosos!

3CT: Deixe um recado, uma dica, ou um pensamento para os alunos do Congresso Tribal e amantes do estilo.
LK: Viva sua verdade, transforme sua dança em fala, expressão, magia…e espalhe essa magia para o mundo. Nunca é tarde demais para aprender, e sempre podemos aprender mais e mais

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