#13 – ENTREVISTA | Ana Luh Le Senechal

Pela primeira vez como professora do Congresso Tribal! Conheça um pouco mais sobre nossa querida Ana Luh Le Senechal (São Paulo, SP | Brasil).


Screenshot_20190321-021111_2CT: Por que começou a dançar? O  que te levou a procurar esta arte?
AL:
Comecei a dançar aos cinco anos, após a separação dos meus pais. Minha mãe em uma tentativa de me ver mais alegre e achando que eu “ levava jeito pra coisa”, me colocou no ballet.

O resultado foi fantástico, eu amei a experiência e desde então não parei mais. Já são 31 anos na dança, passando pelo ballet clássico, jazz, flamenco, dança moderna, dança contemporânea, sapateado americano, lyrical jazz, dança do ventre, até chegar nos Tribais da vida!

A arte de uma forma geral nos torna muito pertencentes de quem somos de verdade, e isso com certeza me fez  e me faz permanecer na dança eternamente. Já chegou em um ponto em que a dança não é apenas algo que eu faço…a dança é algo que Eu Sou!

 

Screenshot_20190321-020730_2CT: Desde qual ano você se dedica aos estudos do Tribal e em qual ano você se tornou professora?
AL:
Eu comecei a estudar o Tribal em 2012/2013 na Escola Campo das Tribos. Iniciei no Dark Fusion com a Gabi Miranda e depois passei para o Tribal Fusion  com ela e com a Samra Hanan, Ats com a Rebeca Piñero e Tribal Brasil com a Samra também.

Tive também a oportunidade de ter aulas e participar de works com muito outros professores dos quais admiro muito e que me ajudaram a construir minha base dentro do Tribal.

Em 2015 me formei Sister Studio e em Outubro do mesmo ano comei a dar aulas de Tribal Fusion.

CT: Com quais modalidades de dança você trabalha atualmente?
AL: Tribal Contemporary, Tribal Fusion (infantil e adulto), Tribal Brasil, ATS e Flamenco (infantil e adulto).

CT: Em quais escolas  você ministra aulas?
AL:
Dou aulas na Escola Nar Cia de Dança e Arte.

https://instagram.com/narciadedanca?utm_source=ig_profile_share&igshid=lh97v09lhuke

Na Escola Mahira Hasan – dança e fitness para mulheres.

https://instagram.com/escola_mahira_hasan?utm_source=ig_profile_share&igshid=egs2bn1e00n6

Na Casa Matahari Mariposa

https://instagram.com/casamataharimariposa?utm_source=ig_profile_share&igshid=1kex8gol8j955

E também dou works em escolas, instituições e onde chamarem 🙂

 

Screenshot_20190321-021013_2CT: O que sua carreira representa em sua vida?
AL: Minha carreira representa quem eu sou, amadurecimento, os caminhos que percorri, os lugares dos quais passei, as pessoas que encontrei, os ensinamentos que tive, as coisas que aprendi, a lutas que venci…representa desenvolvimento, criatividade, possibilidades!

Ela fortalece meus pensamentos de que Arte é profissão sim, que ela é política, é protesto  e que ela é necessária para o desenvolvimento da sociedade E o fato de desenvolver essa arte por meio do corpo, pelo autoconhecimento e pela ressignificação, me completa como ser humano.

 

CT: Como sente o crescimento da cena Tribal? O que mudou, melhorou ou piorou?Screenshot_20190321-021007_2AL: Sinto que ela está em constante transformação.
Vejo muitas possibilidades aparecendo e muita criatividade como recurso. Eu particularmente acho tudo isso muito maravilhoso.
Também fico muito feliz com o fato de saber que temos muitos profissionais dentro do estilo no Brasil que são altamente capacitados para difundir a modalidade.
Temos acesso também a bailarinas internacionais e materiais para estudo do mesmo.
Acredito estarmos no caminho certo, porém, confesso que sinto um pouco de saudades das bailarinas OldSchool com sua dança e figurinos exóticos, daqueles que fez a gente se  apaixonar a primeira vez em que vimos um vídeo da Rachel Brice hahaha.

CT: Onde deseja chegar como professora do estilo?
AL: Em  todos os lugares!
Quero ajudar a fortalecer a cena do Tribal no Brasil, e junto com aqueles que me ensinaram e com os que estudaram e compartilharam seus aprendizados comigo poder servir de referência para a nova geração do Tribal.

 

CT: Qual a principal transformação que sente em seus alunos ao aprenderem o Screenshot_20190321-021040_2Tribal?
AL: Terem a possibilidade de se tornarem pertencentes a elas mesmas e ao mundo.
Terem autonomia sobre suas emoções, sentimentos e corpos.
E principalmente por terem a oportunidade de se curarem!

CT: O que é Tribal LifeStyle para você?
AL: Pertencer a um grupo que acredita e defende os mesmos ideais: Tornar-se pessoas melhores e fazer com que o seu melhor reflita em outras pessoas  tornando-as melhores também.

Desenvolver o coletivo, habilidades e capacidades com sua individualidade.
Respeitar e honrar nossa ancestralidade, nossas raízes.
Poder se colocar como Ser Dançante na sociedade e ser respeitado. 

CT: Quantas edições do Festival Campo das Tribos ou Congresso Tribal você já participou?
AL: Participei de 2 Festivais Campo das Tribos, 2 Campinhos e 3 Congressos.

Screenshot_20190321-020808_2CT: Conte um pouco da sua experiência nas produções Campo das Tribos e o que elas transformaram em sua carreira e na cena tribal da América do Sul?
AL: Sempre foram muito emocionantes e significativas.
Me possibilitou conhecer muitas pessoas que admirava, porém só conhecia pelas redes sociais…me proporcionou ter acesso ao estudo com professores referência dentro da cena do Tribal…me deu a oportunidade de mostrar o meu trabalho como bailarina, o que foi essencial para meu desenvolvimento profissional…e me trouxe grandes amigos!

O evento é sempre maravilhoso e muito bem organizado. Tive o prazer/sorte de poder ajudar trabalhando no último Festival e nos 3 Congressos e ver que isso é real e verdadeiro.

Graças a divulgação do meu trabalho nesses eventos e a oportunidade que me deram eu consegui chegar onde queria e realizar o sonho de me tornar professora na edição deste ano.

A existência desses eventos nos coloca em evidência na cena do Tribal. Nos ajuda a sermos enxergados…e assim beneficia a todos.

Screenshot_20190321-020828_3CT: Deixe um recado, uma dica ou um pensamento para os alunos do Congresso Tribal e amantes do estilo.
AL: A dança no fortalece, nos cura, nos possibilita desenvolver a criatividade, nos coloca em contato com nossas emoções e sentimentos, nos dá autonomia, autoestima, consciência corporal…portanto, experimentem, vivenciem e façam bom uso dela!

 

 

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