#15 – ENTREVISTA – Marcelo Justino

Marcelo Justino (Jundiaí, SP | Brasil) é parceiro Campo das Tribos há anos! Conheça um pouco mais sobre ele nesta exclusiva entrevista.

WhatsApp Image 2019-03-24 at 14.37.42CT: Porque começou a dançar? O que te levou a procurar essa arte?
MJ: Eu nunca planejei, sonhei ou imaginei que eu dançaria, que seria professor, bailariono ou coreográfo. Tudo aconteceu sem esperar. Eu entrei na academia para fazer musculação, mas para fazer aquecimento eu precisava de acompanhamento e a responsàvel tinha aula de aeróbica na hora, então ela me perguntou se eu aceitava me aquecer com aeróbica e depois ir para o treino. Eu disse tudo bem, eu via as meninas fazendo e achava normal e super fácil, rsrsrsrsr, que ilusão, primeira aula eu parecia um polvo com 8 pernas e 8 braços, totalmente descoordenado. Aos poucos fui tomando jeito e gosto e um dia a dona da academia chegou e eu estava fazendo aula, logo depois ela me chamou para me apresentar com ela, o que na época chamavamos de Aeróbica de Competição, e foi assim
que fui pela primeira vez ao palco. Daí em diante me apaixonei, abandonei a musculação e entrei no mundo
da dança, jazz, dança de salão, ballet, contemporâneo, sapateado, dança do ventre e por último do tribal.

CT: Desde qual ano você se dedica aos estudos no Tribal e em em qual ano você se tornou professor?
MJ: Pra ser sincero não me lembro exatamente há quanto tempo comecei no tribal, creio que há 9 anos,por volta de 2010, e comecei a dar aula por volta de 2016.
CT: Com quais modalidades de dança você trabalha atualmente?
MJ: Eu dou aulas de ballet, tribal e poledance, esporádicamente volto a dança do ventre.
WhatsApp Image 2019-03-24 at 14.39.43CT: Em quais escolas você ministra aulas?
MJ: Ballet eu dou aulas numa academia em Jundiaí a Corpo&Arte, poledance no Studio Kelli Muller e tribal aulas para um grupo particular sem vinculos com academias.
CT: O que a sua carreira representa em sua vida?
MJ: Eu não penso em “ minha carreira”, penso em dar aula e dançar que são minhas grandes paixôes, é o que me move, o que acontece é resultado do trabalho e não de uma busca específica.
WhatsApp Image 2019-03-24 at 14.37.24CT: Como sente o crescimento da cena Tribal? O que mudou, melhorou ou piorou?
MJ: Pra mim , tivemos um grande “bumm “ alguns anos atrás, e depois deu uma estacionada. Não é um estilo fácil de se dançar, muitos apreciam mas não querem
aprender, mesmo assim acredito que teve um crescimento de número de praticantes. Como a arte sempre está em processo de transformação é natural que o estilo sempre esteja em processo de mudanças. Melhorou que o tribal é mais conhecido no meio da dança se compararmos com alguns anos atrás e o que piorou é que perdemos boa parte do sentindo de irmandade tão forte quando comecei, hoje é mais cada um por si, infelizmente.
CT: Onde deseja chegar como professor do estilo?
MJ: Quem me conhece sabe da minha paixão pela fusão com os ritmos brasileiros, diria que um desejo é que esse tipo de fusão seja mais difundido, apreciado e conhecido pelo mundo afora.
CT: Qual a principal transformação que sente em seus alunos ao aprenderem o WhatsApp Image 2019-03-24 at 14.38.15Tribal?
MJ: Com meus alunos percebo que com o tempo eles começam a conhecer melhor seu corpo como material de dança, percebem as inúmeras possibilidades de se expressarem com seu corpo e expandir seus horizontes culturais.
CT: O que é Tribal LifeStyle para você?
MJ: Eu não sei responder essa pergunta, nunca pensei nisso, eu me apaixonei pelo estilo tão fortemente que hoje é algo tão natural que faz parte do meu dia a dia, não consigo definir isso em palavras.
WhatsApp Image 2019-03-24 at 14.38.55CT: Quantas edições do Festival Campo das Tribos ou Congresso Tribal você participou?
MJ: Kkkk sou péssimo com datas, não lembro exatamente, acho que no 2 ou 3 Campo das Tribos fazendo apenas workshops na primeira participação, depois dançando em mostra, até que um dia Rebeca me chamou para show de gala, coisa para mim meio surreal na época. Sempre digo que Rebeca foi a primeira pessoa que me viu como um profissional do estilo e só tenho a agradece-la por isso sempre, daí em diante estive em todas as edições, dançando e depois ministrando workshop.
CT: Conte um pouco da sua experiência nas produçôes Campo das Tribos e o que elas transformaram em sua carreira e na cena Tribal da América do Sul.
MJ: Rebeca sempre veio com grandes idéias para cada edição, e a cada ano sempre ficando maior, com isso é sempre instigante criar em cima de suas prospostas. Nos obriga a sair de nossa zona de conforto sempre. Particpando dos festivais e depois do Congresso, sempre vi que meu trabalho tem uma divulgaçâo grande no nosso meio, me colocando em contato com outros profissionais e ajudando a criar vinculos profissionais e de amizade sempre.

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CT: Deixe um recado, uma dica ou um pensamento para os alunos do Congresso Tribal e amantes do estilo.
MJ: Participem, pois é o maior evento Tribal no momento do nosso país. É o local perfeito para se ter contato com várias vertentes do estilo, conhecer os profissionais, tirarem suas dúvidas pessoalmente com os professores, fora que é uma grande festa, um grande encontro sempre.

 

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