#18 – ENTREVISTA – Mariana Esther

Mariana Esther (Ribeirão Preto, SP | Brasil) é uma super parceira Campo das Tribos! Confira sua entrevista exclusiva para o Blog do Congresso.
3 - IMG_9095CT: Porque começou a dançar? O que te levou a procurar esta arte? 
ME: Eu quis fazer aula de dança pela atração que sinto pelos desafios corporais (testes de coordenação motora em geral, na verdade).  E a dança oriental me pareceu um prato cheio. Até descobrir o estilo Tribal… Ele, sim, foi um delírio de desafios incríveis para o corpo! Mas confesso que quando comecei, dançava apenas por mim e para mim. Somente mais tarde, depois de interagir com diversos grupos da comunidade da dança fui compreendendo a natureza artística e os efeitos sociais, psicológicos e afetivos da dança.
5 - IMG_9233CT: Desde qual ano você se dedica aos estudos no Tribal e em qual ano se tornou professor (a)? 
ME: Comecei a estudar o estilo tribal no ano de 2009. Montei um grupo de estudos de Tribal Fusion em 2011, mergulhei de cabeça no estudo do Estilo Tribal Americano (ATS®) em 2012 e comecei a dar aulas em 2013.
CT: Com quais modalidades de dança você trabalha atualmente? 
ME: Hoje, estou trabalhando apenas com o ATS®. Trago um pouco de Tribal Fusion em aulas eventuais, especialmente com experimentações de snujs.
CT: Em quais escolas você ministra aulas? 
ME: Tenho a honra de ter sido criada e acolhida pela equipe do Espaço La Luna de Dança Egípcia Clássica, em Ribeirão Preto/SP.
CT: O que a sua carreira representa em sua vida? 1 - 2cb4590b-36e3-4694-ae52-17010f13ab25
ME: A dança para mim é um portal direto para a felicidade instantânea! Ela tem o poder de selar todas as preocupações para fora enquanto eu estiver dançando, principalmente quando estou em aula. Ela não é minha carreira de dedicação exclusiva. Embora sejam poucos os momentos da minha semana em contato com a dança, invisto o máximo de carinho e respeito por essa arte nesses preciosos momentos. São instantes que não quero que acabem. E essa é a melhor vida a ser vivida.
CT: Como sente o crescimento da cena Tribal? O que mudou, melhorou ou piorou?
ME: Eu comecei a interagir com o mundo Tribal quando ele já estava mais avançado no exterior e tinha adentrado o Brasil havia poucos anos. O(a)s profissionais de referência da época, ainda em número reduzido, já tinham conseguido estudar com mestres internacionais e estavam desenvolvendo e consolidando seu próprio estilo. Novos admiradores (eu incluída), em número bastante elevado, sedentos por informação, não tinham ainda como obter uma formação sólida presencialmente. A tecnologia que hoje encurta distâncias e permite esses estudos também não era acessível a todos. Assim, vimos no início da cena Tribal no Brasil grupos independentes, espalhados, muito empolgados por fazer parte desse universo, mas carentes de conhecimento técnico. Por vezes víamos a assinatura estética do estilo escapar nas experimentações; não por desrespeito ao estilo, mas por falta de orientação.
Em poucos anos, auxiliado também pela tecnologia da informação e comunicação, alguns núcleos começaram a multiplicar o conhecimento, agregando valor nos eventos de divulgação e formação, em nível cada vez mais avançado. Felizmente, a comunidade respondeu prontamente. Temos o orgulho de ver hoje, espalhados por todo o país, profissionais muito bem formados e nitidamente engajados na formação continuada e nas parcerias.
Claro que como em qualquer comunidade, há opiniões e posturas diversas. Afinal, somos seres humanos! Comparando com outros estilos de dança, a impressão que tenho é que o respeito e a valorização ao compartilhamento e ao trabalho em grupo prevaleceram. Isso é raro. E isso é incrível.
2 - IMG_8217CT: Onde deseja chegar como professor (a) do estilo?
ME: Eu desejo mostrar para o público a mesma alegria que eu encontrei com essa dança. Continuar contagiando aqueles que já foram atingidos por ela. Conseguir ver na multidão aqueles que possuem o Tribal dentro de si, esperando ser canalizado para fora, e fazer isso brilhar e se expandir. Com tudo isso, desejo multiplicar os praticantes do Tribal por onde eu estiver.
CT: Qual a principal transformação que sente em seus alunos ao aprenderem o Tribal? 4 - IMG_3520
ME: Meus alunos passam a ter uma visão muito mais ampla de tudo (da dança, ou de outras atividades de seu dia-a-dia). São muitas competências individuais (físicas, mentais, sociais, espirituais) que ficam melhor resolvidas, cada um a seu tempo e dimensão. As pessoas passam a cuidar melhor umas das outras, a ter tolerância. No meio da aula, vejo as pessoas (iniciantes ou avançadas) se encherem de satisfação por descobrirem ou desenvolverem aquele conhecimento, com muita diversão, e muito à vontade. São situações ou metodologias que talvez não experimentem ao longo do seu dia nas outras profissões ou em outras atividades. Isso liberta, tranquiliza e renova as energias.
CT: O que é Tribal LifeStyle para você? 
ME: Para resumir em palavras esse conceito, precisarei pegar emprestados os dizeres do nosso “Puja” (movimento de meditação do ATS®): RESPEITAR, RECONHECER e VALORIZAR você mesmo; a sua evolução; aqueles que são sua fonte de informação, formação e inspiração; aqueles que introduziram você a este mundo; o seu espaço e o espaço coletivo; e aqueles que interagem com você. E levar isso o tempo todo em qualquer atividade que faça, sozinho ou em grupo, e não apenas no momento da dança.
CT: Quantas edições do Festival Campo das Tribos ou Congresso Tribal você já participou?
ME: Vixe! Todos, desde 2012! Fazendo as contas só dos eventos anuais (Festivais Campo das Tribos e Congressos Sul-Americanos), foram sete. Sem contar os convidados em workshops paralelos, que também são sempre um sucesso.
6 - IMG_2499CT: Conte um pouco da sua experiência nas produções Campo das Tribos e o que elas transformaram em sua carreira e na cena Tribal da América do Sul. 
ME: Oras, sem Campo das Tribos, eu particularmente teria muita dificuldade de acessar e aprender com profissionais internacionais e mesmo nacionais! Definitivamente, minha carreira na dança não existiria ou estaria ainda engatinhando, presa a uma bolha, ignorante a toda a diversidade que temos. Meu conhecimento cresceu muito mais rápido, mais transparente e melhor lapidado, sem dúvida. Acredito que o mesmo se aplique aos demais colegas. Ver a evolução do outro te alimenta de vontade de também se superar.
sem-titulo-1-copiaCT: Deixe um recado, uma dica ou um pensamento para os alunos do Congresso Tribal e amantes do estilo.
ME: Aproveitem todo o Congresso! Ele é feito com muito carinho para vocês. Nossa satisfação é vê-los aprender, se divertir e compartilhar suas experiências. Leve um pedacinho de cada professor para casa, e nos devolva esse pedacinho transformado em evolução e muito charme no próximo ano!

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