#20 – ENTREVISTA | Mariana Quadros

Confira a entrevista da incrível Mariana Quadros (São Paulo, SP | Brasil)!

WhatsApp Image 2019-04-08 at 12.48.42CT: Porque começou a dançar? O que te levou a procurar esta arte?
MQ:
Gosto de dançar desde criança, fazia jazz, criava coreografias e tal mas nada a sério. Comecei fazendo dança do ventre mais por questões terapêuticas, tinha muitas dores na coluna e fui meio de turista, não tava muito situada! rs Mal sabia o que me aguardava! rsrs

CT: Desde qual ano você se dedica aos estudos no Tribal e em qual ano se tornou professora?
MQ:
Em 2004, seis meses depois de começar a dança do ventre, encontrei um vídeo da Rachel Brice e um da Frederique David, e desde então comecei a estudar por conta própria o tribal por dvds e tudo que eu conseguisse colocar minhas mãos. Em 2006 fui pela primeira vez para o Tribal Fest na California e dei meu primeiro workshop de tribal após voltar do evento, nesse mesmo ano. Desde então não parei mais. O ATS comecei a ensinar quando voltei da minha formação, também na Califórnia, em 2010, mas ensinava apenas o meu grupo a princípio. Não sentia segurança ainda para ter uma turma, acho que comecei a dar aulas mesmo de ATS em 2011!

CT: Com quais modalidades de dança você trabalha atualmente?WhatsApp Image 2019-04-08 at 12.48.44 (1)
MQ: Trabalho com o Tribal Fusion e o ATS, além da Yoga, que me formei em 2010 também.
CT: O que a sua carreira representa em sua vida?
MQ:
Minha carreira foi uma coisa que surgiu muito naturalmente na minha vida. Era o que eu gostava realmente de fazer, então tudo foi acontecendo de forma orgânica… Acho que o problema é justamente separar, e ter momentos em que eu não estou fazendo nada relacionado a trabalho!

CT: Como sente o crescimento da cena Tribal? O que mudou, melhorou ou piorou?WhatsApp Image 2019-04-08 at 12.48.43 (1)MQ: Essa é uma pergunta bem complicada pra mim… Sinto que o Tribal cresceu, isso é indiscutível, mas ao mesmo tempo esse crescimento não está sendo linear, para um mesmo ponto. O tribal se expandiu muito estilisticamente falando, então não sei se o tribal que cresceu é o mesmo tribal pelo qual me apaixonei sabe? Me parece que em grande parte não… Então temos muitas coisas sendo chamadas de tribal, muitas possibilidades para explorar, mas o “tribal” mesmo acho que precisamos de um esforço consciente e coletivo se não quisermos que se abstraia com o tempo. O ATS continua aí firme e forte, já não posso dizer o mesmo sobre o Tribal Fusion, que cada vez mais valoriza a experiência pessoal em detrimento de um gênero, um código de dança. A cobra mordeu o próprio rabo, e antes mesmo de ser consolidada uma técnica, já tinha muito mais experimentos do que gente de fato praticando a técnica.

CT: Onde deseja chegar como professora do estilo?
MQ:
Eu gostaria de ver o tribal mais conhecido, mais valorizado, e os valores que para mim são intrínsecos a ele, não serem deixados de lado.

WhatsApp Image 2019-04-08 at 12.48.44CT: Qual a principal transformação que sente em seus alunos ao aprenderem o Tribal?
MQ:Consciência corporal sem dúvida é uma que vejo bastante, mas também uma curiosidade que vai nascendo, um interesse genuíno por todos os elementos que compõem a dança. Em alguns casos, uma segurança maior de auto-afirmação.  As mudanças que a dança provoca são infinitas e cada experiência é única, acho que toca cada um de um jeito diferente.

CT: O que é Tribal Life Style para você?
MQ: Eu gostaria de convidá-los a ler a resposta da Mari Garavelo para essa pergunta pois ela sintetizou exatamente o que eu gostaria de responder aqui rs. Só o que eu gostaria de acrescentar é que, no caso, esse “lifestyle” na minha opinião, não é a dança que traz, é o contrário. É atraído por essa dança quem tem determinado perfil.

CT: Quantas edições do Festival Campo das Tribos ou Congresso Tribal você já WhatsApp Image 2019-04-08 at 12.48.45participou?
MQ: Vixi! Muitões! O Festival desde o comecinho e o congresso também, desde o primeiro.

CT: Conte um pouco da sua experiência nas produções Campo das Tribos e o que elas transformaram em sua carreira e na cena Tribal da América do Sul.
MQ:
Acredito que o Campo das Tribos teve e  tem um papel imenso no crescimento e divulgação do estilo no Brasil, e tiro meu chapéu para o trabalho enorme que é organizar esses festivais e um congresso com 40 professores de diversas partes do mundo. Sempre são eventos muito bem organizados e deliciosos de participar, parabéns à Rebeca!

WhatsApp Image 2019-04-08 at 12.48.43CT: Deixe um recado, uma dica ou um pensamento para os alunos do Congresso Tribal e amantes do estilo.
MQ: Sempre tenha em vista o que te atraiu para o estilo,  e não se perca pelo caminho! Lembre-se que o aprendizado nunca acaba, somos eternos alunos e a profissionalização é um caminho a ser trilhado, que não acontece do dia para a noite! 😉

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